GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA SAÚDE
COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS
CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA “PROF. ALEXANDRE VRANJAC”
DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA
E‐mail: dvresp@saude.sp.gov.br

22/11/2011

A circulação endêmica do sarampo foi interrompida no Brasil e no Estado de São Paulo (ESP) em 2000. Casos esporádicos ocorreram desde então relacionados à importação do vírus de regiões do mundo onde ainda o controle da doença não foi atingido.
Neste período de 10 anos, foi identificado no ESP quatro casos da doença (um em 200, outro em 2002 e dois em 2005) todos relacionados à importação do genótipo D5, circulante na Ásia. Não houve registro de casos de sarampo em nosso estado entre 2006 e 2010.
O aumento do fluxo de viagens internacionais nos últimos anos, além do alerta a vários surtos de sarampo em diferentes regiões do mundo em 2011, com destaque na Europa, aumenta a probabilidade de ocorrência de casos importados no Brasil e no ESP.
No período de janeiro a novembro de 2011, 22 casos de sarampo foram confirmados no ESP, com identificação do genótipo D4, prevalente na Europa.
Destes casos, 15 ocorreram em indivíduos não vacinados, incluindo seis crianças entre seis e 11 meses de idade. A maioria dos casos obteve o primeiro atendimento no setor privado de assistência e dois têm história de viagem internacional.

O sarampo é transmitido de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou espirrar.

A situação epidemiológica atual do sarampo no ESP ressalta a importância de todos os profissionais de saúde manterem especial atenção aos casos de doença exantemática. Esses casos devem ser imediatamente notificados e investigados com a adoção oportuna das medidas de controle com vistas à interromper a circulação do vírus, além da coleta de material para confirmação
laboratorial. A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo,protegendo também contra a rubéola e a caxumba.
Recomendação aos profissionais de saúde:

– avaliar e atualizar sua situação vacinal e orientar seus pacientes a manterem sua carteira de vacinação em dia;
– alertar os viajantes e os participantes de eventos de massa sobre a necessidade de assegurarem suas vacinas atualizadas, antes de viajar ou do início do evento (preferencialmente 15 dias antes);
– orientar as medidas de precaução respiratória e isolamento social aos casos suspeitos;
– reforçar as medidas de higiene pessoal e do ambiente.

Definição de caso suspeito de sarampo:
“Todo paciente que, independente da idade e da situação vacinal,
apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um
ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou
conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao
exterior nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com
alguém que viajou ao exterior.”

[Todo caso suspeito de sarampo deve ser notificado de forma imediata por
telefone ou e-mail à Secretaria Municipal de Saúde e/ou à Central de
Vigilância/CIEVS/CVE/CCD/SES-SP no telefone 0800 555466 (plantão 24
horas, todos os dias) e/ou no e-mail: notifica@saude.sp.gov.br]

Documento elaborado pela equipe técnica da Divisão de Doenças de Transmissão
Respiratória/CVE/CCD/SES-SP
Av. Dr. Arnaldo, 351 – 6 andar – CEP: 01246-000 São Paulo/SP,Brasil
Tel. 11 30820957 e fax: 30668236

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