Recentemente estive no Instituto Ideia Fértil de Saúde Reprodutiva para falar sobre Angioedema Hereditário (AEH). A abordagem do tema foi geral, mas, em função do público e do local da palestra, acabei entrando também em temas mais relacionados à gestação e à reprodução assistida. A primeira pergunta sobre esse tema é se uma paciente com AEH pode engravidar. Resposta: sim, desde que bem avaliada, com doença controlada e acompanhamento médico.

De maneira geral, os pacientes com AEH devem passar por aconselhamento genético e ter em mente a possibilidade de que seus filhos também podem desenvolver a doença. No caso de fertilização in vitro, hoje já é possível realizar o diagnóstico pré-implantacional – no entanto, esse procedimento ainda é bastante caro e acaba ficando inviável para grande parte da população acometida.

Outro ponto que deve ser colocado são os riscos do tratamento do AEH para a gravidez. Conforme observamos na literatura médica, a doença costuma apresentar piora no 1º e no 3º trimestre da gestação. Medicações preventivas e acompanhamento médico periódico são fundamentais, a fim de evitar possíveis crises.

No caso do AEH com inibidor de C1 normal, as mulheres são justamente o público mais acometido pelo angioedema hereditário, na proporção de 84% para 16% nos homens. A gravidez e uso de anticoncepcionais são fatores desencadeantes importantes.

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