Na Itália, atualização sobre “Angioedema Primário com Inibidor de C1 Normal”

De 3 a 5 de outubro de 2018, a Dra. Anete Grumach participou de importante evento internacional em Villa Cagnola, na Itália, apresentando os dados do Grupo Brasileiro de Angioedema Hereditário sobre pacientes com a doença e inibidor de C1 normal. As atividades do congresso estiveram sob responsabilidade do Prof. Marco Cicardi, com realização da Università degli Studi di Milano.

“Fiquei muito entusiasmada ao participar da reunião coordenada pelo Prof. Marco Cicardi, na Itália, quando discutimos o Angioedema Primário com inibidor de C1 normal. ‘Traduzindo’, o Angioedema Hereditário foi chamado anteriormente de edema angioneurótico ou edema de Quincke. Este Angioedema caracteriza-se por uma deficiência do inibidor de C1 esterase, uma proteína que atua em vários sistemas e que causa inchaço na pele, abdômen e na glote. São sintomas que já mostram a importância desta situação, que deve ser bem diagnosticada e tratada”, explica Dra. Anete Grumach.

Na Itália, o tema da reunião foi sobre situações com esses mesmos sintomas, mas que não apresentam alteração na proteína – ou seja, com o inibidor de C1 normal. “Ao todo foram descobertos três defeitos em genes que podem causar esta outra forma de Angioedema. Já temos, inclusive, um grande número de pacientes diagnosticados em nosso país. Trata-se de mais uma situação na lista dos defeitos imunológicos com manifestações na pele – mas, neste caso, sem ocorrência de urticária. A boa notícia é que há tratamento”, revela Grumach.

Dra. Anete Grumach e Prof. Marco Cicardi

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