Resistência antimicrobiana, uso indiscriminado de medicamentos e as prioridades da OMS

 

Uma das 10 prioridades para 2019 definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) diz respeito à resistência antimicrobiana, ou seja, a diminuição da eficácia de antibióticos, antivirais e antimaláricos. Segundo a OMS, a capacidade de bactérias, parasitas, vírus e fungos resistirem a esses medicamentos ameaça o tratamento de infecções como a pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose.

A principal causa para o crescimento da resistência aos medicamentos é o uso excessivo dos remédios, que estimula os agentes causadores das doenças a desenvolverem maior resistência. Trata-se de um fenômeno mundial, responsável pelo que chamamos de “superbactérias” – ou seja, microrganismos extremamente difíceis de serem combatidos.

Como exemplo, podemos citar a tuberculose, que mata 1,6 milhão de pessoas no mundo anualmente. De acordo com a OMS, cerca de 600 mil casos da doença em 2017 foram diagnosticados como resistentes à rifampicina, que é considerada a droga mais eficaz contra a doença. Além disso, 82% dessas pessoas apresentaram um tipo de tuberculose classificada como multirresistente.

Fica, então, o alerta para a importância do uso racional de medicamentos. O Ministério da Saúde alerta que a automedicação traz grandes riscos à saúde, podendo causar reações como dependência, intoxicação e até mesmo a morte – sem contar a contribuição para a maior resistência antimicrobiana. Dessa forma, a receita médica é a garantia de que houve uma avaliação profissional para que determinado paciente utilize o medicamento com a indicação correta, dose adequada e segurança.

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